Temas da Redação do ENEM e Modelos

Confira exemplos de redações modelo de todos os temas da redação do ENEM que já caíram desde 2009.

Você sabe todos os temas de redação do ENEM que já caíram na prova? Além de levantar o histórico de temas da redação do ENEM desde 2009, quando o exame foi reformulado, o MISSU separou para você um exemplo de redações modelo do ENEM de cada um dos temas para inspirar você! Você também pode conferir exemplos de Redação do ENEM corrigidas pelos especialistas do MISSU, pelos critérios da T.R.I. aqui!

Historicamente, a redação do ENEM tem abordado temas de forte cunho social, ou seja, temas que vem sendo comentados e discutidos na sociedade brasileira. A Redação do ENEM é dissertativa e, portanto, o foco não é discutir acontecimentos em si, mas sim o impacto social e possíveis soluções para problemas da sociedade atual. Confira abaixo os temas da redação do ENEM desde 2009 e, na sequência, exemplos de redações modelo que tiveram boa nota em cada um dos anos.

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Tema da Redação do ENEM 2016

“Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”

Modelo de redação com boa nota em 2016:

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Orgulho Machadiano

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a perseguição religiosa rompe essa harmonia; haja vista que, embora esteja previsto na Constituição o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, muitos cidadãos se utilizam da inferioridade religiosa para externar ofensas e excluir socialmente pessoas de religiões diferentes.

Segundo pesquisas, a religião afro-brasileira é a principal vítima de discriminação, destacando-se o preconceito religioso como o principal impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agr e de pensar. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a preparação do preconceito religioso se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, a continuação do pensamento da inferioridade religiosa, transmitido de geração a geração, funciona como base forte dessa forma de preconceito, perpetuando o problema no Brasil.

Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre as religiões e suas histórias, visando a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país, diminuindo, assim, o preconceito religioso. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os males da intolerância religiosa. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, e criar um legado de que Brás Cubas pudesse se orgulhar.”

FONTE: G1 Educação

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Tema da Redação do ENEM 2016

“Caminhos para combater o racismo no Brasil”

Modelo de redação com boa nota em 2016:

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No aspecto da História do Brasil, é possível destacar o forte passado colonial, onde houve a presença de Portugal, e, posteriormente, de outros países europeus. Nesse contexto, é fundamental relembrar o longo período da escravidão, tanto sobre os africanos, quanto sobre os indígenas brasileiros. Isso caracteriza o histórico de opressão a que negros foram submetidos no país. E, mesmo com a abolição de tal regime, há mais de cem anos, é lamentável a persistência do racismo na sociedade brasileira atual.

Dessa maneira, para a análise dessa conjuntura, é adequado relacionar o estigma escravocrata do passado com os dias de hoje. No mercado de trabalho, por exemplo, muitos empregos braçais e de servidão – como empregado (a) doméstico (a), faxineiro (a) – ainda são concedidos, sobretudo, a pessoas negras. Tal fato sustenta estereótipos advindos do período escravagista, o que reflete uma mentalidade retrógrada por parte da sociedade, pouco acostumada a pessoas negras que exercem outra gama de funções trabalhistas.

Além disso, a falta de representatividade negra é um grande obstáculo para uma “democracia racial” no Brasil. Ou seja, em amplas esferas da sociedade, são evidenciadas imagens de pessoas brancas, principalmente. Tal desigualdade se estabelece na mídia – meios de comunicação em massa, TV, internet – política, comércio de produtos como bonecas e super-heróis e na cultura (música, cinema, teatro). Assim, infelizmente, é raro ver negros e negras – em grande quantidade – como protagonistas, personalidades influentes no meio social. E, enquanto não houver equidade racial nos múltiplos elementos constituintes da sociedade, o racismo tende a acontecer – até do modo mais implícito.

Portanto, o primeiro passo para combater esse grande mal tão recorrente no Brasil é a representatividade. Ela deve acontecer de maneira mais abrangente, para que as pessoas negras sintam-se refletidas na sociedade como um todo. Assim, é crucial que os brasileiros valorizem e respeitem os negros; esse processo deve acontecer de modo que os municípios ajam em conjunto com a população. Nesse aspecto, podem ser promovidas políticas públicas e palestras que debatam criticamente o tema do racismo, para maior conscientização dos brasileiros, além da inserção mais efetiva do negro na sociedade. Por fim, o Governo Federal e o Ministério da Educação podem reforçar a importância de conhecer, na escola, a identidade e cultura negra, ao incluir o assunto na grades curriculares de ensino. Futuramente, com essas medidas, poderá, enfim, ser notado um importante progresso, e assim, a superação de um passado desigual.

FONTE: Imaginie

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Tema da Redação do ENEM 2015

“A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”

Modelo de redação com boa nota em 2015:

 

Equilíbrio Aristotélico

Ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, o pensamento machista consolidou-se e permaneceu forte. A mulher era vista, de maneira mais intensa na transição entre a Idade Moderna e a Contemporânea, como inferior ao homem, tendo seu direito ao voto conquistado apenas na década de 1930, com a chegada da Era Vargas. Com isso, surge a problemática da violência de gênero dessa lógica excludente que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a agressão contra a mulher rompe essa harmonia, haja vista que, embora a Lei Maria da Penha tenha sido um grande progresso em relação à proteção feminina, há brechas que permitem a ocorrência dos crimes, como as muitas vítimas que deixam de efetivar a denúncia por serem intimidadas. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de combate à problemática.

Outrossim, destaca-se o machismo como impulsionador da violência contra a mulher. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o preconceito de gênero pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, o fortalecimento do pensamento da exclusão feminina, transmitido de geração a geração, funciona como forte base dessa forma de agressão, agravando o problema no Brasil.

Entende-se, portanto, que a continuidade da violência contra a mulher na contemporaneidade é fruto da ainda fraca eficácia das leis e da permanência do machismo como intenso fato social. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal deve elaborar um plano de implementação de novas delegacias especializadas nessa forma de agressão, aliado à esfera estadual e municipal do poder, principalmente nas áreas que mais necessitem, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras abertas de televisão como forma de estímulo à denúncia desses crimes. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradativamente minimizado no país.

FONTE: Guia do Estudante

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Tema da Redação do ENEM 2014

“Publicidade infantil em questão no Brasil”

Modelo de redação com boa nota em 2014:

 

Por um bem viver

“O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças”. A frase do sociólogo Gilberto Freyre deixa nítida a relação de cuidado que uma nação deve ter com as questões referentes à infância. Dessa forma, é válido analisar a maneira como o excesso de publicidade infantil pode contribuir negativamente para o desenvolvimento dos pequenos e do Brasil.

É importante pontuar, de início, que a abusiva publicidade na infância muda o foco das crianças do que realmente é necessário para sua faixa etária. Tal situação torna essas crianças pequenos consumidores compulsivos de bens materiais, muitas vezes desapropriados para determinada idade, e acabam por desvalorizar a cultura imaterial, passada através das gerações, como as brincadeiras de rua e as cantigas. Prova disso são os dados da UNESCO afirmarem que cerca de 85% das crianças preferirem se divertir com os objetos divulgados nas propagandas, tornando notório que a relação entre ser humano e consumo está “nascendo” desde a infância.

É fundamental pontuar, ainda, que o crescimento do Brasil está atrelado ao tipo que infância que está sendo construída na atualidade. Essa relação existe porque um país precisa de futuros adultos conscientes, tanto no que se refere ao consumo, como às questões políticas e sociais, pois a atenção excessiva dada à publicidade infantil vai gerar adultos alienados e somente preocupados em comprar. Assim, a ideia do líder Gandhi de que o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente parece fazer alusão ao fato de que não é prudente deixar que a publicidade infantil se torne abusiva, pois as crianças devem lidar da melhor forma com o consumismo.

Dessa forma, é possível perceber que a publicidade infantil excessiva influencia de maneira negativa tanto a infância em si como também o Brasil. É preciso que o governo atue iminentemente nesse problema através da aplicação de multas nas empresas de publicidade que ultrapassarem os limites das faixas etárias estabelecidos anteriormente pelo Ministério da Infância e da Juventude. Além disso, é preciso que essas crianças sejam estimuladas pelos pais e pelas escolas a terem um maior hábito de ler, através de concessões fiscais às famílias mais carentes, em livrarias e papelarias, distando um pouco do padrão consumista atual, a fim de que o Brasil garanta um futuro com adultos mais conscientes. Afinal, como afirmou Platão: “o importante não é viver, mas viver bem”.

FONTE: G1

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Tema da Redação do ENEM 2013

“Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”

Modelo de redação com boa nota em 2013:

 

Em Homeostase

Segundo Lavoisier, renomado filósofo francês do século XVIII, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A legislação brasileiro não foge dessa regra. Há quase seis anos entrou em vigor a lei que proíbe que o indivíduo dirija com qualquer teor alcoólico no sangue. A mesma modificou o cenário jurídico no momento em que altera a análise dos casos de acidentes de trânsito. Por mais que essa medida representa um avanço legislativo, ainda apresenta diversos entraves sejam ele culturais ou sociais.

A existência de uma pressão social atrelada ao culto do indivíduo malandro geram um desafio para a eficácia da lei. A sociedade brasileira perpetua um estereótipo de diversão, em que para se divertir é necessário beber. Esse padrão imposto é, principalmente , comprado pelos jovens, na medida em que os mesmos buscam se socializar. Ademais já está impregnado na população brasileira o biotipo de individuo malandro, que sempre busca burlar as regras para se beneficiar. Um exemplo disso é a existência de programas para aparelhos eletrônicos a fim de alertar os usuários sobre os locais onde ocorrem a fiscalização. Origina-se, assim, um fator cultural a ser vencido.

Outro fator primordial para a ineficácia da legislação é o próprio sistema que a compõe. Nota-se que não há postos de monitoramento suficientes para cobrir todo o perímetro urbano, sendo que os mesmo encontram-se, geralmente, nos mesmos locais. Soma-se, ainda, a existência de policiais corrompidos que gera uma falha no cumprimento da lei. Esses contribuem para burla-la a medida em que aceitam suborno a fim de não penalizar o infrator. Adicionando as duas medidas, percebe-se uma dificuldade do próprio sistema em assegurar a imposição plena da lei.

Pode-se notar, portando, que é necessário, ainda, ultrapassar diversos entraves para que a lei seja cumprida de forma plena. Para que isto ocorra, o governo deve criar um órgão fiscalizador que proíba e acabe com os aplicativos utilizados para localizar os postos de monitoramento. Além disso, necessita-se um maior controle por parte da polícia sobre os indivíduos que atuam no programa, punindo-os quando burlarem o sistema, aceitando suborno ou benefícios, por exemplo. E como tudo na vida o ideal é encontrar-se em homeostase, termo histórico usado para definir equilíbrio, neste caso é necessário encontrar o meio-termo do bom senso da população e eficiência do sistema.

FONTE: Redação Nota Mil

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Tema da Redação do ENEM 2012

“Movimento imigratório para o Brasil no século 21”

Modelo de redação com boa nota em 2012:

 

A imigração no Brasil

Durante, principalmente, a década de 1980, o Brasil mostrou-se um país de emigração. Na chamada década perdida, inúmeros brasileiros deixaram o país em busca de melhores condições de vida. No século XXI, um fenômeno inverso é evidente: a chegada ao Brasil de grandes contingentes imigratórios, com indivíduos de países subdesenvolvidos latino-americanos. No entanto, as condições precárias de vida dessas pessoas são desafios ao governo e à sociedade brasileira para a plena adaptação de todos os cidadãos à nova realidade.

A ascensão do Brasil ao posto de uma das dez maiores economias do mundo é um importante fator atrativo aos estrangeiros. Embora o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, segundo previsões, seja menor em 2012 em relação a anos anteriores, o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C.

Esse aspecto contribui para a construção de uma imagem positiva e promissora do Brasil no exterior, o que favorece a imigração. A vida dos imigrantes no país, entretanto, exibe uma diferente e crítica faceta: a exploração da mão-de-obra e a miséria.

Portanto, para impedir a continuidade dessa situação, é imprescindível a intervenção governamental, por meio da fiscalização de empresas que apresentem imigrantes como funcionários, bem como a realização de denúncias de exploração por brasileiros ou por imigrantes. Ademais, é necessário fomentar o respeito e a assistência a eles, ideais que devem ser divulgados por campanhas e por propagandas do governo ou de ONG’s, além de garantir seu acesso à saúde e à educação, por meio de políticas públicas específicas a esse grupo.

FONTE: iBahia

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Tema da Redação do ENEM 2011

“Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado”

Modelo de redação com boa nota em 2011:

 

Redes sociais: o uso exige cautela

Uma característica inerente às sociedades humanas é sempre buscar novas maneiras de se comunicar: cartas, telegramas e telefonemas são apenas alguns dos vários exemplos de meios comunicativos que o homem desenvolveu com base nessa perspectiva. E, atualmente, o mais recente e talvez o mais fascinante desses meios são as redes virtuais, consagradas pelo uso, que se tornam cada vez mais comuns. 

Orkut, Twiter e Facebook são alguns exemplos das redes sociais (virtuais) mais acessadas do mundo e, convenhamos, a popularidade das mesmas se tornou tamanha que não ter uma página nessas redes é praticamente como não estar integrado ao atual mundo globalizado. Através desse novo meio as pessoas fazem amizades pelo mundo inteiro, compartilham ideias e opiniões, organizam movimentos, como os que derrubaram governos autoritários no mundo árabe e, literalmente, se mostram para a sociedade. Nesse momento é que nos convém cautela e reflexão para saber até que ponto se expor nas redes sociais representa uma vantagem. 

Não saber os limites da nossa exposição nas redes virtuais pode nos custar caro e colocar em risco a integridade da nossa imagem perante a sociedade. Afinal, a partir do momento em que colocamos informações na rede, foge do nosso controle a consciência das dimensões de até onde elas podem chegar. Sendo assim, apresentar informações pessoais em tais redes pode nos tornar um tanto quanto vulneráveis moralmente. 

Percebemos, portanto, que o novo fenômeno das redes sociais se revela como uma eficiente e inovadora ferramenta de comunicação da sociedade, mas que traz seus riscos e revela sua faceta perversa àqueles que não bem distinguem os limites entre as esferas públicas e privadas “jogando” na rede informações que podem prejudicar sua própria reputação e se tornar objeto para denegrir a imagem de outros, o que, sem dúvidas, é um grande problema. 

Dado isso, é essencial que nessa nova era do mundo virtual, os usuários da rede tenham plena consciência de que tornar pública determinadas informações requer cuidado e, acima de tudo, bom senso, para que nem a própria imagem, nem a do próximo possa ser prejudicada. Isso poderia ser feito pelos próprios governos de cada país, e pelas próprias comunidades virtuais através das redes sociais, afinal, se essas revelaram sua eficiência e sucesso como objeto da comunicação, serão, certamente, o melhor meio para alertar os usuários a respeito dos riscos de seu uso e os cuidados necessários para tal. 

FONTE: Veja


Tema da Redação do ENEM 2010

O trabalho na construção da dignidade humana”

Modelo de redação com boa nota em 2010

 

Trabalho escravo

O trabalho é essencial para a construção da dignidade humana. A função social desenvolvida por cada indivíduo move e transforma a sociedade. Durante a história, nota-se a participação do trabalho escravo como elemento sustentador de grandes civilizações, como a romana e a egípcia. Atualmente, essa prática é repudiada, pois viola os direitos humanos. Entretanto, na realidade contemporânea, qual é o futuro do trabalho?

No mundo globalizado, guiado pelos preceitos do toyotismo neoliberal, a inovação é sempre requisitada. Novas tecnologias surgem rapidamente e o trabalhador deve se atualizar constantemente. Além disso, novos movimentos propõem práticas sustentáveis e a inclusão da mulher no mercado de trabalho.

Infelizmente ainda existem resquícios da mentalidade escravista. Alguns trabalhadores são submetidos a condições degradantes. Com a liberdade limitada, estas pessoas estão presas aos patrões e pouco têm a fazer para mudar essa situação. Cabe aos governos fiscalizar e adotar as devidas medidas para que os culpados sejam punidos e não voltem a repetir o crime.

“Liberté, Egalité e Fraternité”. O lema que guiou os revolucionários franceses na construção da atual democracia, no século XVIII, deve continuar a valer. A liberdade ao trabalhador, a igualdade jurídica entre todos e a fraternidade, como sentimento motivador para a fiscalização e o cumprimento das leis trabalhistas, garantem a todos dignidade para cumprir sua função social.

FONTE: Inovação

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Tema da Redação do ENEM 2009

O indivíduo frente à ética nacional”

Modelo de redação com boa nota em 2009

 

Lágrimas de crocodilo

O Brasil tem enfrentado, com frequência, problemas sérios e até constrangedores, como os elevados índices de violência, pobreza e corrupção – três mazelas fundamentais que servem para ilustrar uma lista bem mais longa. Porém, mesmo diante dessa triste realidade, boa parte dos brasileiros parece não se constranger – e, talvez, nem se incomodar –, preferindo fingir que nada está ocorrendo. Em um cenário marcado pela passividade, é preciso que a sociedade se posicione frente à ética nacional, de forma a honrar seus direitos e valores humanos e, assim, evitar o pior.

Na época da ditadura militar, grande parte da população vivia inconformada com a atuação de um governo opressor, afinal, com as restrições à liberdade de expressão, não era possível emitir opiniões sem medir os riscos de violentas repressões. Apesar de uma conjuntura tão desfavorável para manifestações, muitos foram os movimentos populares em busca de mudanças, mesmo com as limitações na atuação da mídia. Talvez a sensação de um Brasil melhor hoje ajude a explicar a inércia da sociedade diante da atual crise de valores na política e em todas as camadas da população.

Muitos não percebem, mas esse panorama cria um paradoxo perverso: depois de tanto sangue derramado pelo direto de expressar opiniões e participar das decisões políticas, o indivíduo se cala diante da crise moral contemporânea. Nesse contexto, protestos se transformam em lamúrias, lamentações em voz baixa, que ninguém ouve – e talvez nem queira ouvir. Ou então em piadas, “ótimo” recurso cultural para sorrir e se alienar frente à falta de uma postura virtuosa. Assim, apesar de viver em um país democrático, o brasileiro guarda seus direitos – e os dos outros – no bolso da calça, pelo menos quando tem uma para vestir.

Para que o indivíduo não se dispa de sua cidadania, é preciso honrar o sistema democrático do país. Nesse contexto, o povo deve ir às ruas, de modo pacífico, para exigir uma mudança de postura do poder público. Além disso, a mobilização deve agir na direção de quem mais necessita, ajudando, educando e oferecendo oportunidades para excluídos, que vivem à margem da vida social, abaixo da linha da humanidade. Para tudo isso, entretanto, é preciso uma mudança prévia de mentalidade, uma retomada de valores humanos esquecidos, que só será possível com a ajuda da família, das escolas e até mesmo da mídia.

Por tudo isso, fica claro que o brasileiro deve parar de negar e de rir do evidente problema ético que enfrenta. Trata-se de questões sérias, cujas soluções são difíceis e demoradas, mas não impossíveis. Se a sociedade não se mobilizar imediatamente, chegará o dia em que as piadas alienadas e alienantes resultarão, para a maioria, em risadas de hiena. E, para a minoria privilegiada, imune – ou beneficiada? – à crise ética, restarão apenas olhos marejados.

FONTE: iBahia

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